segunda-feira, 2 de agosto de 2010

DEPOIS DO SHOW






fotos do show by linda flor

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RETRUQUE DA MEMÓRIA
Para Henry, Renato, Panzera, Artur e Rodrigo.

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“Lançamento de Retruque/Retoque ontem, no Schiva, provou que ainda há público para a poesia e a canção autoral: mais de 200 pessoas foram”. Assim escreveu o poeta e músico Renato Torres no seu twitter, no dia seguinte ao show. Isso num fim de férias belenense, concorrendo com outros eventos ‘grátis’ e com a novela das oito. E foi 20:00 horas, exatamente, que olhei pela cortina escura e constatei que havia apenas umas 10 pessoas. Voltei ao camarim, enchi minha taça com o bom Cotê des Provence, como não podia deixar de ser, e titubiei. Fiquei triste e pensativo, “poesia não serve para ser apresentada mesmo...”. Falei qualquer coisa assim ao Henry, que, tácito, me consolou com um carinho comum de irmão mais velho, que num olhar manso tenta ensinar ao ingênuo alguns caminhos do mundo. 20:30 horas, começava o show. O público eufórico. Não houve dinheiro para cenário. Mas quem precisa de cenário? Na passagem de som Henry me disse “Paulo, vamos de luz branca, só luz branca, pode ser?”. Luz branca. A guitarra de Renato, sua Fender Stratocaster, preta e branca, feito a luz do palco, seu violão 12 cordas Tagima & seu Crafter. E nas mãos de Burnett, instrumentos áureos, sua guitarra N. Zaganin e violão Yamaha. Ao fundo Artur Kunz escrevia versos com suas baquetas velozes. Panzera pôs os pés no chão e a cabeça nas nuvens, seu contrabaixo batia por meu coração. Rodrigo, ao teclado, e sua expressão perdida (só a expressão) completava o cenário. Portanto, como eu ia dizendo, quem precisa de armchair, neon, chantilly, toboágua? O tempo para mim corria líquido, a Clepsidra estava em cena. Renato, de cabeça baixa, concentrado, tecia com o aço de sua guitarra alguns dos versos mais comoventes da noite. A platéia entendia exatamente o que os poetas, cada uma à sua maneira, lhe diziam. Cantei junto com Henry todas aquelas canções. E minha voz ecoava dentro do teatro em cada verso que o poeta dizia com o coração destemido, grave, e os pulmões inflados de esperança. E no teatro ecoava a voz da Clepsidra. E a voz do público ecoava em cada um de nós. Apoteose, a melhor palavra. Finalmente, eu concluiria essa homenagem aos meus pares saltimbancos e rapsodos, com quem tive o prazer de dividir o palco, dizendo “Quem não foi, não faz ideia do que perdeu”, mas prefiro dizer: “Quem foi, sabe exatamente o que ganhou!”. Evoé!

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Pablo

quinta-feira, 29 de julho de 2010

RETRUQUE RETOQUE - NOVA CRÍTICA

Liberdade e música às palavras amotinadas

Por Edson Coelho de Oliveira *


“O oceano desperta magmas ressentidos (...) a morte mais reúne do que aparta (...) escolhe morrer de noite e não haverá espanto (...) um tanque de guerra de nuvem não consegue desviar de crianças (...) o chão não desperdiça seus mortos”.

Estes versos do paraense Paulo Vieira, num poema sem título (apenas com uma epígrafe de William Blake, para dar o crédito à influência dos “Provérbios do inferno”, do poeta inglês), cobrem um tema, a morte, caro à obra de Paulo Vieira que ganha especial importância no livro novo, “Retruque”, a ser lançado às 20h de hoje no Margarida Schivasappa (Centur).

O livro, premiado com a Bolsa Funarte de Criação Literária 2009, teve poemas musicados pelo também paraense Henry Burnett e será lançado com um CD encartado. Do lançamento faz parte um show de Henry com a banda Clepsidra e participação de Paulo declamando. Ingresso a R$ 10.

No prefácio ao livro, o professor Benedito Nunes nota que Paulo se movimenta pelo terrível “intervalo entre escrever e viver”, desafio que só é possível vencer pela forma. Benedito Nunes também ressalta que Paulo passeia por uma Belém pobre e de expostas mazelas, o que constitui um aprofundamento de um tema apenas insinuado nos livros anteriores do poeta e cronista, todos premiados.

“Retruque” também marca a volta de Paulo Vieira ao soneto, fortemente presente no livro “Infância vegetal”, deixado de lado em “Orquídeas Anarquistas” e agora retomado com maturidade e força, sobre temas como a própria poesia, o amor e o sexo (talvez o principal tema do poeta), a morte, o tempo e a memória, outro tema recorrente.

Como destacou ainda Benedito Nunes, um dos principais méritos do poeta Paulo na elaboração dos sonetos (soneto, hoje, é uma escolha a que é preciso se sobreviver, esteticamente) é o encadeamento dos versos, os enjabements.

Noutras palavras, é preciso vencer a discursividade para se atingir a densidade inerente à poesia. E não custa repetir que a linguagem é que é o cabo das tormentas a ser esticado, e Paulo se revela de fato um poeta de valor em sonetos como “bagagem merencória”, o melhor poema do livro, e “idiomas esquecidos”, que casam “conteúdo”, “discurso”, “sentimento” com achados verbais e de fluidez elogiável.

Vale citar algumas “pedras-de-toque” do livro, como ilustração dessa densidade poética: “tomar por exemplo o engaste da/moeda mais sórdida, dentre as trinta,/no centro do esquife negro”, “no prego/o terço/estremece/ao compasso/do coito”, “a lua embrionária/ainda pendurada num cílio/desta manhã”, “a candura atrai os animais/para a morte”, “a corda bamba da morte ensina:/o sorriso é um verso sem palavra/que, oculto, põe navalhas na retina/e se ao canto o palhaço se escalavra,/cômico em sua dor, morto na ideia,/sobrevive aos sorrisos da platéia”.

Retoque - O desafio de Henry Burnett, ao musicar os versos, especialmente os sonetos, era transformar em “melodia” (quer dizer, achados sonoros, “sentimento de música”, “êxtase musical”, por assim dizer) a “discursividade”, os enjabements, os versos longos: adensar, pela intensidade melódica, o que, nos poemas, já precisou vencer justamente o risco de soar “frouxo” ou prosaico. E Henry venceu admiravelmente o desafio.

O disco é melodioso, ritmado, “pop” e “MPB”, de sonoridade ao mesmo tempo moderna, delicada e até mesmo com uma pegada “rocker”, e aí conta a execução e participação nos arranjos da banda Clepsidra (Renato Torres, Arthur Kunz e Mauricio Panzera), que carreou para o trabalho o entrosamento e a sonoridade peculiar atingida ao longo dos anos.

O que se encontrará hoje no Schivasappa, portanto, é um encontro raro de artistas que desfrutam do seu auge: Paulo, ao vencer a maior antítese poética, a discursividade; Henry, que de certa forma se especializou em musicar poemas (de Edson Coelho, de Nietsche, de Fernando Pessoa) e, não por acaso, é pós-doutor em filosofia; e da banda Clepsidra, que agrega à sua pegada experimentalista leituras diretamente poéticas. Imperdível.




* Escritor e jornalista

segunda-feira, 26 de julho de 2010

FORTUNA CRÍTICA - ERNANI CHAVES - SOBRE RETRUQUE \ RETOQUE

“A madeira violácea do violão”: quando poesia e música se reencontram



Já houve um tempo em que canto e poesia, cantor e poeta, eram ditos pela mesma palavra, partícipes em conjunto, nos começos da história do ocidente, da relação entre o homem e o divino. Mas também, como o guardião da memória coletiva, o cantor-poeta se unia a um “declamador”, a um “rapsodo”, alguém que deambulando de cidade em cidade, na praça pública, recitava aqueles versos que lembravam aos presentes os feitos memoráveis dos heróis do passado. Estamos muito longe dessa época e talvez possamos apenas nos lembrar dela com um sentimento de nostalgia muito especial: a nostalgia do que não vivemos.

Entretanto, somos sempre interpelados pelas origens, como se elas se recusassem ao esquecimento absoluto. Acolher esta interpelação pode nos trazer certamente algum consolo, mas, talvez, o melhor acolhimento, neste caso, seja o de não perder de vista o presente “que hoje somos” e a distância que nos liga, mas que também nos separa das origens. Assim, diminuímos o risco, sempre à espreita, de transformarmos a tradição num peso que carregamos nos ombros, numa espécie de sagrado santuário coberto de relíquias que devemos honrar e venerar. Parte da cultura, a tradição, como já disse um célebre historiador, é uma “invenção”.
O projeto “Retoque” (extensão, complemento, mas também criação conjunta e de certo modo independente do projeto “Retruque”, com o qual Paulo Vieira ganhou a Bolsa de Criação Artística da Funarte, em 2009) contém diversos elementos que nos fazem remeter às questões acima mencionadas. Um poeta, Paulo Vieira, ele próprio um “rapsodo”, encontra um compositor-cantor, Henry Burnett e uma trupe de músicos, o Clepsidra, de Renato Torres, Mauricio Panzera e Arthur Kunz. Henry e o Clepsidra têm já uma longa história, uma longa trajetória em comum, de tal modo que, muitas vezes, é difícil pensá-los separados. Henry, em trabalho imediatamente anterior a este, já havia musicado poemas de outro poeta, Edson Coelho. As “afinidades eletivas” entre música e poesia na produção artística de Henry já estavam presentes, portanto, antes do encontro com Paulo Vieira.

Assim, se por um lado, a união entre música e poesia nos faz lembrar as origens de nossa cultura na Grécia Antiga, por outro lado, as intermitências da história deslocaram, radicalmente, as funções e atribuições dos diversos campos artísticos. Ou ainda, é necessário também pensar no aspecto específico, singular, que essas intermitências constituem, quando pensamos no Brasil, um tema e uma questão tão caras ao trabalho do Henry como professor e intelectual, de tal modo que, podemos arriscar dizer que uma das tradições de recente “invenção” entre nós, é de que entre música e poesia existe um liame forte e inquebrantável.

Mas, qual poesia e qual música? A poesia de Paulo Vieira é absolutamente grandiosa, o que o faz ser um dos mais importantes poetas brasileiros de sua geração. Neste livro, o quarto de sua ainda curta, mas intensa produção, Paulo é melhor, cada vez mais surpreendente, cada vez mais experimentador (existe maior experiência para um poeta atual do que escrever sonetos?), com um domínio cada vez maior do seu ofício. “História natural”, poema que ele mesmo declama no CD, é uma mostra do que Paulo entende como sendo o ofício do poeta, aquele que “se alimenta das carcaças”. Em “Idiomas esquecidos”, ele retoma a imagem baudelaireana do “albatroz”, em outro famoso poema das “Flores do Mal”, para confundir e fundir, no limite, o poeta, essa “ave abatida”, ao “papel”. Paulo, enfim, sabe que o poeta não é mais um “ser alado e sagrado”, ele tem essa aguda e desafiadora consciência de que o poeta é um “lutador” (outra vez Baudelaire), a esgrimir palavras e é dessa faina diária que ele retira a matéria do seu trabalho poético.


Mas, Henry, por sua vez, não adicionou simplesmente música aos poemas do Paulo. Ele os recriou e neste sentido, o Henry músico acaba também assumindo a função do poeta. Sua música, neste caso, é também poesia. Assim, “Refestelar”, poema no qual Paulo transforma a “rede” e o ato de “estar deitando na rede”, tão próximo de nós e tão presente na nossa famosa identidade cultural, em estado de êxtase a presidir o trabalho de criação e de reflexão, é recriado por Henry numa canção de ninar. Mas, é na “pegada” pop, que o trabalho de Henry mais me agrada. Aqui ele também vai surpreender os que o conhecem de seus trabalhos anteriores. “Pelas retinas” é, para mim, o ponto alto desse encontro radioso e feliz, a partir de um poema em que Paulo “canta” a odisséia dos “bêbados desgraçados”. Aqui, Henry abre os pulmões inteiramente e sua voz alcança alturas até então inimagináveis. E aí, então, os intrépidos garotos do “Clepsidra” fazem a festa, e acabam me levando, pelo “jogo estético”, a rodopiar, “no improviso do passo, na dança”, com diz o poema do Paulo, num misto de embriaguez e quiçá, de lucidez. “Retoque” é um oásis, tão necessário nesses tempos em que o cenário musical e cultural paraense é dominado por um deserto só.



Ernani Chaves é professor de filosofia da UFPA


Publicado no jornal O Liberal, 25 de julho de 2010

domingo, 25 de julho de 2010

quinta-feira, 15 de julho de 2010

A PRIMEIRA MATÉRIA SOBRE O LANÇAMENTO

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http://holofotevirtual.blogspot.com/ : Henry Burnett e Paulo Vieira preparam lançamento de Retruque/Retoque

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quarta-feira, 14 de julho de 2010

CELUzLOSE

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VEJAM LÁ, http://celuzlose.blogspot.com/, A REVISTA É SHOW

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NESTA EDIÇÃO

Entrevista
Ricardo Domeneck

BR.XXI - Literatura Brasileira Contemporânea
Érica Zíngano
Érico Nogueira
Floriano Martins
Lígia Dabul
Marcelo Hilsdorf Marotta
Mariel Reis
Paulo Vieira
Prisca Agustoni

GEO - Literatura sem Fronteiras
Anila Resuli (Albânia / Itália)
Fabiano Alborghetti (Itália / Suíça)
Stefano Raimondi (Itália)
Sylvia Beirute (Portugal)

Caderno Crítico
Elogio da síntese - por Carlos Felipe Moisés

O que é poesia?
Edson Cruz (Organizador)
Jairo Pereira
Joana Ruas
Nelson Guerra

BIO - Vida & Obra
Stéphane Mallarmé - por André Dick e Nicole Cristofalo

LÚCIDA RETINA - Poesia Visual
Arnaldo Antunes

SHOW DE LANÇAMENTO

sexta-feira, 18 de junho de 2010

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dizem que chora e pergunta por mim, que até acorda dentro da noite interminável da infância e me tateia na ideia. dizem que sonha e murmura meu nome. faço de tudo para ele não me odiar. se ao menos soubesse onde estou. se soubesse que a distância entre nós é um rio aberto com a chuva de um mesmo céu. se soubesse tudo o que não sei do amor. se o telefone não mentisse - essa falsa alegria de sentir perto quem está longe. por isso, ainda prefiro as cartas ao telefone. receber uma carta é melhor do que ouvir uma voz sem ver o rosto. escrever uma carta é como cheirar os cabelos dele. uma carta começa antes mesmo da primeira linha, quando se respira fundamente procurando a palavra mais carinhosa, quando a máquina de plástico na mão direita injeta nosso próprio sangue nas letras das palavras. escrever uma carta para ele é o mesmo que trazê-lo de volta. escrevi uma dias atrás, e hoje esboçei outra. dizem que choro e pergunto por ele, que até acordo dentro da noite interminável da tristeza e tateio seu rosto na ideia. dizem que sonho e murmuro seu nome.

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quarta-feira, 9 de junho de 2010

APARIÇÃO NUM CAFÉ


vieira by detran


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os cabelos pretos lisos já foram maiores. tocavam as omoplatas. e toda chuva era dança entre os fios, esconderijo e gangorra. agora, uma pólvora nas pontas eriçadas, agulhas apontadas para o sol. passou por trás de mim enquanto eu tomava um café com chocolate muito amargo. não me movi, fiquei tal qual a mão de um morto, mesmo assim deu para ver todos os detalhes no ar projetado por seu andar com pressa. havia digitais em todos os fragmentos daquele perfume. respirei sua infância e a moça diante de mim também respirou, em seguida fez uma cara de cattleya e deixou-se tombar sobre a mesa que derreteu ao toque de seu queixo de corola. num gesto rápido consegui salvar meu café. tudo amolecia com essa aparição. paguei a conta e as moedas escorriam pela mão da garçonete, molhavam o antebraço. sai antes de os sapatos virarem poças. voltei para o hotel por uma rua incolor, feito as nervuras da mão de uma criança.


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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Asteróide-Saudade b-612




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"Aquela foto do macacão azul pode chamar o Saint Exupery para reescrever o livro". (daniel da rocha leite).

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10 Poetas paraenses na Revista ZUNÁI





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10 Poetas paraenses na Revista ZUNÁI
http://www.revistazunai.com/poemas/index.htm

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

CARNAVALZINHO DAS CRIANÇAS

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já que a conversa é memória. aqui algumas fotos do carnavalzinho do filho do dono do blog e da mulher do pai do filho do dono também. nepotismo? ou há arte suficente nas imagens para virem para cá? tanto faz...



evoé!


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MEMORIAL

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agora é a mix,

vão aí certas imagens das gravações do cd Retoque

dentre outras guardadas na mochila da memória


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(nas fotos, henry burnett, eu, renato torres, microfone solitário, pedaleira e pés do renato, by vieiranembeira e henry)


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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

RETOQUE - O DISCO


renato torres, henry burnett e arthur kunz by paulo vieira


henry burnett e arthur kunz by paulo vieira


bateria do arthur by paulo vieira


renato torres, paulo vieira, henry burnett e léo (de boné) by o automático da câmera


renato torres e henry burnett by paulo vieira


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Agora é valendo: começamos a gravar o disco Retoque, que apresentará 20 poemas inédito de meu mais novo livro de poemas, Retruque, e mais uma letra\canção.

São 11 músicas que o cantor, compositor e amigo Henry Burnett fez para 11 poemas do livro inédito, mais uma música feita para minha primeira letrinha, Repercussão, onde tudo começou.

Além disso, o disco trará ainda 9 poemas do livro recitados por mim, e os arranjos preci(o)sos da banda Clepsidra, que embarcou no projeto e está no estúdio conosco desde o dia 04 de janeiro.

Você poderá ver, ao longo das gravações, algumas fotos do processo aqui e, quem sabe, se um dia eu aprender a postar vídeos, você também verá\ouvirá, em primeira mão, a sonzeira, direto do estúdio!


Evoé!

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

A CENA


acacio sobral



CENA CONTEMPORÂNEA
Literatura, Cinema, Pintura, Arte Virtual

IAP/ INSTITUTO DE ARTES DO PARÁ
Local: Teatro e Hall de entrada do IAP
Dia e hora: 17 de dezembro de 2009,
Quinta-Feira, das 17 às 21 horas.

A Cena Contemporânea

A Cena contemporânea é uma cartografia do presente, uma imagem múltipla, que atravessa várias linhas expressando a potência do diverso, seja na Escrita, na Imagem ou no Virtual, mas, sobremodo, evidenciando a força criativa que se movimenta por entre esses fazeres, razão que alimenta esse encontro. Todavia, nosso mote não é um modo de representação, mas expressar o pensamento da diferença, ou seja, pensar o contemporâneo, não pelo que há de consensual, ou dos temas em comum, mas por linhas de fuga, numa produção que se engendra enunciando blocos de singularidade. É um caso de criação, que envolve toda uma comunidade cuja força atravessa zonas de multiplicidade, tal como faz a poesia/pensante de Antônio Moura; o cinema/máquina de Vicente Franz Cecim, o alfabeto/vibração de Paulo Vieira ou a intensidade/ romanesca de Daniel Leite. Trata-se, sem dúvida, de uma Cena, portanto do acontecimento que se move por vezes no visível, na relação aberta entre o artista e o seu tempo, mas em alguns casos, no imperceptível de um embate travado entre a obra e o criador, como é o caso dos trabalhos de Acácio Sobral, linhas de força, decorrente do encontro entre Acácio e Maurice Blanchot, atravessamento não sem conseqüências, produzindo nos desenhos de Sobral belos lances de intensidades, afectos, vontade de vida/vontade de presente, mas a um só tempo de indeterminado. Como não pensar em Nietzsche: “O contemporâneo é o intempestivo”. Desse modo, com Nietzsche, o contemporâneo é aquele que se move – pelas vias do fazer artístico – para viver a vida, as experimentações, a cidade, pois sabe, irrevogavelmente, que pertence ao seu tempo, contudo também sabe que sua obra, sua potência de vida, está imersa nas redes do indeterminado. (nilson oliveiara)


PROGRAMAÇÃO

Pintura:
Exposição de inéditos de Acácio Sobral.

Palestra:
Nilson Oliveira - As linha de fuga de Acácio Sobral

Literatura:
Lançamento da revista literária Polichinello 11 - A Besta Inominável.
Lançamentos dos livros - com leituras de poemas - de Antonio Moura: A Sombra da Ausência e Paulo Vieira: Livro para distração na tragédia.
Lançamento do Romance: Girândolas, de Daniel Leite.

Cinema:
Projeções dos filmes KinemAndara - A Lua é o Sol e Fonte dos que dormem, de Vicente Franz Cecim

Audiovisual:
Projeção da revista virtual Não Lugar.

sábado, 14 de novembro de 2009

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

GIRÂNDOLAS E VIOLÕES

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Como vocês, meus mais de 5 bilhões 483 milhões 994 mil 329 leitores sabem, aqui no vieiranembreira só posto o que tem a ver comigo (escritor) e com meu trabalho, ou seja, quase sempre coisas minhas mesmo. não é aqui um espaço de copia cola, ou de replicação do que se lê por aí. no entanto, abro espaço para daniel da rocha leite e henry burnett, que estão ligados a mim pela literatura e pela amizade, e que, portanto, fazem parte do que faço. sobre dani lhes apresento e convido ao lançamento do seu romance de estréia, GIRÂNDOLAS, e sobre o senhor burnett trago para cá um texto seu originalmente publicados na trópico, O VIOLÃO POPULAR SEM NOSTALGIA. Aproveitem!





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Caríssimos,

dia 09 de novembro, próxima segunda-feira, no Hangar, durante a Feira do Livro, no estande da Imprensa Oficial, das 18 às 22h, será o lançamento do romance GIRÂNDOLAS, Prêmio Samuel Wallace Mac-Dowell, de Daniel da Rocha Leite.

Para dar água na boca, fome nos olhos e ternura na ponta dos dedos, segue a contracapa do livro.

(...)

Há um saber que os dicionários guardam. Girândolas: “círculos ou travessões onde são colocados fogos de artifício que, depois de acesos, sobem e estouram ao mesmo tempo”. Esse é um saber, um olhar. Entretanto não foi sobre essas Girândolas que uma história veio à luz. Para os nossos olhos e para a ternura de um mundo, Girândolas são aquelas cruzes de braço duplo nas quais os artesãos de Abaetetuba fincam o universo belíssimo dos brinquedos de miriti. Girândolas que vemos suspensas e andantes pelo mar de gente durante a época do Círio de Nossa Senhora de Nazaré.

Para contar essa história foi preciso andar pela “rua do rio” das nossas vidas, que vai-e-vem de Belém até Abaetetuba. Uma Abaeté iluminada por sua gente, por suas várias lutas, muito trabalho e sempre esperança; uma Belém das Mangueiras que se entrelaçam no céu e se escrevem túnel à guisa de um telhado verde de águas, uma Belém erguida pelas pessoas e por seus sonhos.

Para contar essa história foi preciso reescrever o verbo Amar dos amores que não se cumprem, mas que nos fazem viver. Tobias e Maria. Ele, fazedor de brinquedos de miriti. Ela, benzedeira, que sabe dos segredos das formigas de chuva. Para contar essa história foi preciso olhar para o rio. Ouvir as águas, as suas gentes. Viver uma preamar. Em algum instante, em algum lugar, estava escrito: ser o rio é ir ao encontro.

(DL)

“O que há pregado nas girândolas de miriti são vidas dos artesãos que desejam ser reconhecidos pelo outro, sob a forma do amor. Creio que cada brinquedo de miriti é um querer ser para o outro, e através do outro. Eu, que nasci em Abaetetuba, sei disso. E Daniel Leite, também. Uma forma de amor que não se revela pelo dizer, mas pelo ser. Pelo sentir, como em Maria e Tobias. O amor, esse emaranhar-se nos fios indizíveis de uma prisão libertadora, que não se verbaliza. Mas faz viver.”

João de Jesus Paes Loureiro

“O autor escreveu outra história dentro de sua história. Uma história de vida – pesada como os tijolos de olaria e leve como os brinquedos de miriti nas mãos das crianças. O leitor que ainda não visitou a mauritiosa cidade, ao virar das páginas deste Girândolas, vai sentir vontade de banhar-se naqueles rios. Já o leitor que alguma vez deitou-se nas águas do Maratauíra sentirá úmidas saudades. Agora, aquele que nasceu e cresceu em uma das pequenas ilhas sem nome de Abaetetuba, ao ler este livro, vai embarcar solidário na canoa das dores de Tobias. Vai pedir aos deuses que olhem por Maria.”

Paulo Vieira




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a.r.t.e.
MPB

O VIOLÃO POPULAR SEM NOSTALGIA
Por Henry Burnett

Instrumento se transformou no Brasil em um emblema da canção e da própria história da música do país


"a madeira violácea do violão
comunicando aos convivas, com voz
doidivana divina, a comunhão
das taças na sala de taco após

as bodas do iluminado dragão
e o estrondo da granada que em nós
a mão amada detonou, algoz,
sem destruir, por pouco, o coração

bebamos agora sem medo, refeitos
do atentado do amor e seus efeitos
desnorteantes, bélicos e belos

brindemos aos gigantes amarelos
se erguendo ao dia, às minas no jardim,
à viola, ao vinho, ao violáceo fim"

(Paulo Vieira, do livro inédito “Retruque”)


Em uma bela crônica chamada “Literatura de violão”, do livro "Flauta de Papel", Manuel Bandeira relembra a figura de um violonista espanhol –citado por Baudelaire em seu clássico "Os Paraísos Artificiais"– que acompanhava o virtuoso e célebre violinista Paganini em suas viagens boêmias. Bandeira se admira com o fato de que os ouvintes que se embasbacavam com os improvisos de Paganini também percebessem e se maravilhassem com os sons médios do violão do espanhol, que, acreditava Bandeira, naturalmente seria apagado pelo timbre estridente do violino.

Relembro da crônica num momento em que um belo e ousado disco gravado com violão, voz e ruídos chama atenção e expõe uma admiração quase exacerbada de parte da crítica, o CD "Sem Nostalgia", de Lucas Santtana. O que atrai os bons ouvintes para esse instrumento artesanal em pleno século XXI, quando a técnica de produção musical adquiriu um potencial quase infinito e o violão poderia ser considerado peça de museu?

No Brasil, o instrumento transformou-se num emblema da canção, que, por sua vez, é um emblema da própria história da nossa música. Se pesquisarmos sobre as origens da canção popular urbana, encontraremos rico material iconográfico sobre o uso quase onipresente do instrumento pelos compositores populares. Na música folclórica igualmente.

Uma das razões que explicam a popularidade do instrumento é sua simplicidade. Diferente do piano, do violino, do sax e de tantos outros instrumentos, o violão se deixa tocar de modo diletante por qualquer um. Sempre foi assim. Qualquer jovem pode tomá-lo nas mãos e, em poucas semanas, começar a montar alguns acordes básicos, com os quais pode acompanhar um número grande de canções.

Tal facilidade resultou numa popularização sem igual, aliada ao fato de que, em moeda atual, pode-se comprar um violão razoável com R$ 200 (mas eles chegam a R$ 10 mil ou mais). Comprar na banca de revista os antigos, e talvez ainda hoje utilizados “vigus” (abreviatura da revista “Violão e Guitarra”), abria a possibilidade de ampliar o repertório em centenas de temas. Daí à composição foi um passo. Dessas facilidades todas nasceu a maioria absoluta dos compositores nacionais.

Salvo Tom Jobim, poucos artistas consagrados não o utilizaram para compor e tocar. Enumerar aqui seria criar um texto só com nomes. Noel Rosa compunha com ele, Dorival Caymmi imortalizou o formato violão e voz, João Gilberto fez dele uma obrigação. Depois Chico Buarque, Caetano, Djavan, Alceu Valença, Adriana Calcanhoto, Vitor Ramil... a lista, de verdade, não teria fim.

Ao contrário do que essa presença tão marcante poderia gerar –um nivelamento estilístico–, ocorreu a conhecida geração de uma multiplicidade sem par na música urbana do século passado. Ao mesmo tempo, essa grande produção é constantemente contrastada com nossa pouca cultura clássica.

Pelo menos do ponto de vista tonal, é uma calúnia, pois o violão erudito brasileiro é dos mais expressivos. Villa Lobos, Dilermando Reis, Canhoto da Paraíba, Paulinho Nogueira, Baden Powell, Turíbio Santos, Raphael Rabello ou, mais recentemente, Yamandu Costa. A lista, se não é igualmente gigante, encheria também várias páginas.

Sabemos o que essa crítica significa. Requentada em décadas, trata-se daquela mesma lengalenga contra nossa “miséria musical”. A mesma que já foi separada tantas vezes entre erudito e popular, nacional e estrangeiro, sofisticado e atrasado... A lista de nossas falhas vai longe e, ainda bem, a música de violão também.

A reivindicação de Manuel Bandeira –acerca da necessidade de se escrever mais para violão– foi atendida quase ao revés: multiplicaram-se tentativas de estabelecimento dos pentagramas para a herança cancionista. Os chamados "songbooks" popularizados por Almir Chediak agora são publicados por várias outras editoras.

Claro que, aqui, estou tratando apenas desse violão dos bardos contemporâneos, que serve para acompanhar o canto, um violão que nem sempre atinge ou precisa atingir o domínio dos virtuoses –como sempre, o Brasil tem suas exceções: João Bosco e Gil, por exemplo. Por isso, e também por diletantismo, não sei como anda a escrita instrumental.

A simplicidade com que se pode dedilhar o violão e sair tocando sozinho também mascara a complexidade do instrumento. Se por um lado ele se deixa dominar, por outro exige dedicação similar aos demais instrumentos de orquestra. No domínio instrumental, nossa variedade de intérpretes é mundialmente reconhecida: pensemos no Duofel, em Toninho Horta, Marco Pereira, Paulo Belinati, Badi e o duo Assad.

Daí o estranhamento de não ter havido evolução na história do seu longo uso no Brasil. Evolução no sentido de ter sido desde sempre um companheiro dos autores, e que seu uso permaneceu limitado. Mas basta ouvir alguns compositores se acompanhando ao violão para logo perceber que cada um toca a seu modo, mesmo sem grande virtuosidade.

Ele também é dado a mistérios. Sabemos como soa o violão de Caymmi e o de João Gilberto. Mas não sabemos como soa o de Chico Buarque ou o de Milton Nascimento. Ben Jor trouxe o violão para o domínio percussivo, seguido e expandido por Lenine, Nelson Cavaquinho fez dele algo tão arrastado e sujo como sua voz, e ao preterir o cavaquinho por ele nos deu o sumo da tristeza que não precisa de mediação nem de invenção de alegrias fúteis.

Lucas Santtana tem dito que não faria sentido gravar um disco "violão e voz" no formato usado por Caymmi, João ou Caetano. Desconfio. Não por discordar da necessária transgressão que ele opera ao intitular seu experimento de “Sem Nostalgia”, mas por ver que ele também deixa ouvir, ao mesmo tempo em que explora ruídos aos montes, o timbre limpo do que parece ser um velho Di Giorgio.

O que seu disco faz pelo instrumento é retirá-lo da pecha de “acaba festa” (aquele momento que, no meio da balada, um sujeito avisa que vai “fazer uma de viola”); seu disco é conceitualmente um marco, pela independência e pelo talento com que explora os desdobramentos redivivos do nosso seis cordas.

Adriana Calcanhoto mostrou no seu recente disco “Maré” o quanto o violão ainda rende de lirismo e beleza límpida, apolínea. E não é um disco conservador. Talvez seja ela a única a conseguir juntar pontas entre o “passado” e a “modernidade” sem parecer uma discípula. Ela apenas não rejeita a sonoridade cristalina da canção tradicional. Não por acaso, no documentário “Palavra Cantada”, ela é figura central. É de sua boca que ouvimos algo digno de bom ufanismo, que os estrangeiros ainda se interessam pelo português por uma única razão: para poder cantar nossas canções.

Está por chegar o novo projeto de Gilberto Gil, gravado... com violão e voz. Vai se chamar “Bandadois”. Quem quiser, já pode conferir um dos pontos (creio que baixos) do novo projeto, no You Tube: a participação de Maria Rita. Poucos compositores são tão completos com o violão em punho. A base do novo disco/DVD, ao que parece, é o excelente “Giluminoso”, lançado encartado no livro homônimo, de Bené Fonteles, em 1999, e relançado algum tempo atrás pela Biscoito Fino/Gegê. Gil regrava algumas de suas canções mais importantes, reinventando-as em lindos arranjos ao violão. Resta esperar. Não tem erro.

Claro que tudo isso é fruto da desenfreada necessidade do “novo”. Às vezes, o “velho” é o futuro que passou e nem vimos. O que pode ser mais contemporâneo que Nelson Cavaquinho ao violão? O problema é sempre achar que, parafraseando ao revés outro poeta, toda loucura é genial e toda lucidez é velha.


Publicado em 2/11/2009

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Henry Burnett
É doutor em filosofia pela Unicamp e professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de São Paulo. http://www.myspace.com/burnetthenry

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

VIEIRANEMBEIRA NO ROTEIRO DA POESIA BRASILEIRA








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pois bem, veja aqui a notícia sobre o roteiro da poesia brasileira, em 15 volumes: o texto a seguir diz, em síntese, o que é o projeto. E "Buemba! Buemba!" acabou de sair o volume "poetas da geração 2000" para o qual fui convidado. Nessa coleção, portanto, estão lado a lado os grandes fodões da poesia brasileira, um drummond, um manuel bandeira, um quintana, um augusto dos anjos, um max martins, um mário faustino. e nós, humildemente, só no sapato, também ganhamos um lugar ao sombreado desse arvoredo! afinal, lugar ao sol é o que não falta, gostoso é sombra...

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ROTEIRO DA POESIA BRASILEIRA
DIREÇÃO: EDLA VAN STEEN
GLOBAL EDITORA


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Publicando há quase trinta anos os melhores autores da literatura em língua portuguesa nas antologias de Melhores Contos, Melhores Poemas e Melhores Crônicas, a Global Editora, sob a direção editorial de Edla van Steen traz agora, uma nova coleção: Roteiro da Poesia Brasileira que mostra a evolução da nossa poesia desde os seus primórdios, no período seiscentista, até os dias atuais. Roteiro da Poesia Brasileira será diferente das coleções já existentes - que permitem acrescentar sempre um novo autor - , umas vez que vai reunir toda a nossa poesia em 15 volumes. Raízes - seleção e prefácio de Ivan Teixeira, Arcadismo - seleção e prefácio de Domício Proença Filho, Romantismo - seleção e prefácio de Antonio Carlos Secchin, Parnasianismo - seleção e prefácio de Sânzio de Azevedo, Simbolismo - seleção e prefácio de Lauro Junkes, Pré-modernismo - seleção e prefácio de Alexei Bueno, Modernismo - seleção e prefácio de Walnice Nogueira Galvão, Anos 30 - seleção e prefácio de Ivan Junqueira, Anos 40 - seleção e prefácio de Luciano Rosa, Anos 50 - seleção e prefácio de André Seffrin, Anos 60 - seleção e prefácio de Pedro Lyra, Anos 70 - seleção e prefácio de Affonso Henriques Neto, Anos 80 - seleção e prefácio de Ricardo Vieira Lima, Anos 90 - seleção e prefácio de Paulo Ferraz, Anos 2000 - seleção e prefácio de Mauro Lucchesi. Para inaugurar a coleção, a Global apresenta: Arcadismo, Parnasianismo e Simbolismo.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

VIEIRANEMBEIRA NA CULT



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está pequinininho, né? mas se avexe não. clique na imagem e você poderá ler a matéria da revista cult, Ed. 138, sobre meu livro mais recente.

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quinta-feira, 23 de julho de 2009

VOLTAMOS COM A NOSSA PROGRAMAÇÃO NORMAL


sunset no rio madeira, em manicoré, sul do amazonas by paulo vieira



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GÊNESIS
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e quando limosa
nuvem forasteira
alcançou o gigante
sem cabeça
fez-se
no horizonte
a árvore
primeira

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Manicoré, Verão, 2009